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post 24 - Layout

Em relação ao layout de página, quis projetá-lo de um jeito que separasse bem a tipografia da ilustração. Lembram que eu falei que tenho a tendência de colocar ilustração/grafismo em tudo? Pois é, não desta vez. A página de texto terá apenas o próprio texto, o fólio e mais nada. Algumas pessoas podem achar essa opção mais fácil, mas a possibilidade de errar é bem maior, pois não há um “agradinho” bonito no canto da página para salvar o layout. Então vou ter que me esforçar no arranjo tipográfico.

De acordo com alguns autores, como Hendel (2003), a margem externa do livro deve ser maior que a interna e a superior menor que a inferior. Como referência, Pat fez o cáculo das margens segundo o diagrama de Villard, mas achei o resultado um pouco exagerado, pois a largura da coluna do texto é muito pequena para uma margem externa tão ampla. Acabei optando por margens laterais equivalentes, já que a encadernação vai dar conta de deixar a margem interna menor. As margens laterais são de 2.5cm, a superior de 2.5cm e a inferior, 3.25cm. Os fólios estão com 13pt oldstyle e ficam 1cm abaixo da caixa de texto, alinhado à direita nas páginas ímpares e à esquerda nas pares.

Depois de todas essas definições e de passar o texto no OCR, apliquei sobre ele a formatação estabelecida para realizar os ajustes. Dentre eles, a indentação do parágrafo, a qual tinha colocado 20pt - bem maior que o quadratim (também chamado de M square) . Essa medida, embora funcione bem com o texto compacto do Romance d’A Pedra do Reino e de Cem Anos de Solidão, fica perdida no texto fragmentado de O Som e a Fúria. Dessa forma, neste último livro o parágrafo será de 10pt apenas, bem mais discreto.

O texto de O Som e a Fúria, diga-se de passagem, é realmente muito difícil. Em O Design do Livro, inclusive, Hendel (2003) comenta sobre Faulkner, autor conhecido por escrever de maneira muito particular. Sua pontuação é bastante experimental e seu texto, como disse antes, fragmentado. Em vários momentos ele muda a época da narrativa, que aqui demonstrei graficamente alternando entre Spectrum regular e itálico.

Já no Romance d’A Pedra do Reino, apesar da massa de texto ser mais uniforme, existem algumas separações nos folhetos que procurei fazer bem parecido com a edição da José Olympio de 1971, só que usando a Zapf Dingbats. Pronto. Agora vou começar a elaborar as páginas capitulares, que é onde as ilustrações serão utilizadas.

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