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Archive for January, 2008

post 31 - Fotos

fotos.jpgAgradeço a todos que me inspiraram durante a graduação e aos que contribuiram para a realização deste projeto!Xau, povo! 

post 30 - Final!

Correria até no último instante! Imprimi as capas no estúdio de impressão da  Corisco, onde fiz meu primeiro estágio. As cores ficaram fantásticas, coisa de profisional mesmo.Em seguida, tive que procurar uma gráfica rápida que imprimisse bem em frente e verso, pois depois de todo esse trabalho com as medidas não poderia deixar o projeto terminar de qualquer jeito. Gastei uma nota para imprimir numa impressora digital, que faz o frente e verso perfeito. Procurei ainda outra gráfica para encadernar em 24 horas ou menos, já que a data de entrega está próxima. Encontrei uma mais perto de casa que faz um bom trabalho de encadernação em brochura2, mas levei duas horas entre explicar ao técnico como o serviço deveria ser feito e ter certeza de que ele entendeu tudo.Pronto, agora é rezar para a encadernação sair bem feita. O próximo post será só com as fotos da maravilha que ficou este modesto trabalho deste humilde designer!

post 29 - Box

box.jpg Eu não gostaria de um box convencional, como os utilizados em coleções de livros e DVDs. Eles amassam e ficam machucados com o tempo. Ao mesmo tempo, abri mão de qualquer luxo no projeto. Quero apenas aplicação de laminação fosca na capa mole, em papel Duo Design 280g, e papel Pólen 80g para o miolo. Mas acho importante que o box seja durável, principalmente se a coleção for muito utilizada.Já que estava usando tecido como textura, tinha pensado em fazer um box também desse material, quase uma bolsa. Assim, dias atrás eu e Pat fomos ao Centro do Recife procurar tecidos que funcionassem tanto para o box, quanto para escanear e aplicar no tratamento final das imagens. Estava procurando algo rústico, como lona, que na minha cabeça é um material recorrente nas três histórias, sendo utilizada em caminhões, carroças e circos.Dessa forma, comprei dois metros de um tecido chamado juta, em cor natural e semelhante ao algodão cru que utilizei como textura nas capas.Inicialmente, fiz alguns rascunhos de um box mais complexo. Mas o prazo final estava chegando e a costureira não iria conseguir terminá-lo tempo. Ajustei o protótipo para três livros de uma mesma espessura e encomendei o serviço. O próximo passo é imprimir, encadernar e guardar tudo no saquinho de juta!

post 28 - Texto + Imagem

Este post é rápido. O texto na página capitular se inicia a 11.2cm da base. Essa linha-guia também é utilizada para as dedicatórias e para o fólio, que teve a localização alterada. Para aumentar a sensação de transição, as primeiras sentenças do capítulo foram compostas em versalete, corpo 16.

Outro elemento que gostaria de aplicar nessa página, era um ícone para representar o início do capítulo, bem sutil e discreto. Mas achei que a ilustração já bastava para essa função. Então, optei por um pequeno grafismo, criado ainda no início do projeto.

O trabalho está praticamente terminado!

post 27 - Composições/Enquadramentos

ilustras.jpg A ilustração de Melquíades, de Cem Anos de Solidão, está praticamente terminada. Acrescentei e detalhei mais casas, pois os desenhos anteriores estavam simples demais. Coloquei a personagem trazendo a primeira grande novidade da história, que no capítulo é retratada como uma invenção fantástica, quase mágica. Algo muito presente no início desse livro é alquimia, que para mim é uma mistura de ciência e mágica. Então representei as características fantásticas do objeto, retratando-o como uma varinha, e utilizei as texturas e cores para intensificar o aspecto de magia. Além disso, no livro há um clima de humor e exagero que tentei demonstrar nos objetos que acompanham Melquíades, atraídos pela força do imã. cem-anos.jpgNa ilustração de O Som e a Fúria, decidi voltar atrás e utilizar aquele primeiro desenho que fiz de Ben. Por alguma razão, os que fiz naquele dia parecem bem melhores dos que os mais recentes. Assim, resolvi ajustá-lo para ser usado num tamanho maior. Utilizei também a composição de capa onde aparecem as casas da cidade de Jefferson, no condado de Yoknapatawpha. O que me levou a decidir entre utilizá-la na capa ou na abertura de capítulo, algo que explico já.o-som.jpg Antes tenho que contar como foi a odisséia da ilustração do Romance d’A Pedra do Reino. De fato, foram criadas no computador quatro ilustrações diferentes. A primeira tinha Sinésio em primeiro plano, Arésio e Quaderna ao fundo. Tudo em Arésio é agressivo e pontiagudo, avançando na direção de Sinésio. Quaderna fica ao fundo, como mero observador da disputa entre os irmãos, com a Pedra do Reino aparecendo ao fundo. Em seguida, experimentei a ilustração fragmentada em quatro partes: Sinésio, o Alumioso; Arésio e sua ira; Quaderna e sua devoção pela Pedra do Reino; e a própria Pedra, que aparece no último quadro. Achei demais dividir tão pouco espaço em quatro. Então decidi representar o antagonismo de Arésio e Sinésio, o que também não funcionou. Tentei ainda sintetizar tudo na figura de Quaderna, representando seu rosto de perfil. Mas ia ficar parecido demais com a ilustração de O Som e a Fúria. Finalmente, pensei em mostrar a devoção dele pela Pedra do Reino de outra forma. a-pedra.jpgComo estava usando efeitos de Photoshop para demonstrar o fantástico em Cem Anos de Solidão, decidi mostrar que o fantástico aqui era a paixão e a lembrança de Quaderna sobre as histórias da Pedra e de seus antepassados. Assim, acabei usando as cores que havia determinado, basicamente vermelho, amarelo e preto. Desenhei Quaderna tocando a pedra, já pensando no efeito do Photoshop e acrescentei uma textura de algodão cru, tecido que peguei emprestado, para ver se funcionava bem. Ficou ótimo. Decidi então substituir pelo algodão toda a textura de madeira, que estava usando até na capa, mas não estava gostando tanto. Além disso, decidi representar a magia de outra forma que não somente através da cor. Então, fiz grafismos de formas simples e rústicas. Gostei tanto que imediatamente adaptei para as ilustrações das outras obras.Tudo terminado, achei o resultado das texturas com o grafismo tão legal que repensei as capas utilizando as cores da primeira ilustração de cada livro. Assim, o que mantém a unidade das capas é a tipografia e o layout. Apesar disso, cada livro encontra sua individualidade nas cores e disposição dos grafismos.

post 26 - Cores, texturas, grafismos

Os livros terão padrão de cor bem definidos entre eles, como já foi dito. Também já mencionei que o Romance d’A Pedra do Reino teria cores quentes e muito saturadas, Cem Anos de Solidão exibiria uma gama muito maior de cores no início do livro e O Som e a Fúria tenderia para o preto e branco. Como os esquemas de cores a serem utilizados ainda não tinham sido definidos, fiz um quadro para esclarecer tudo. Testei no papel Reciclato, da Suzanno, semelhante ao Pólen, para ter uma noção do resultado e, caso necessário, fazer ajustes.Já falei também sobre as texturas. Adoro o aspecto definido do desenho vetorial, mas acho que neste projeto cabe uma “sujeirinha”, uma textura, uma brincadeira com fotos, talvez. Pensei em materiais relacionados aos três cenários, para escanear e experimentar. Lembrei das paredes das casas: de taipa, no Romance d’A Pedra do Reino; pintadas de cal, em Cem Anos de Solidão; e de madeira, em O Som e a Fúria. Pensei nas portas, janelas, mesas, utensílios. Finalmente, consegui umas texturas de madeira, para mim um material rico e que poderia ficar bom na capa com pequenas alterações, determinando o aspecto do livro. Poderia ser uma madeira desgastada em O Som e a Fúria e muito seca, mas bela, no Romance d’A Pedra do Reino. Comecei a trabalhar com elas, mas fiquei um pouco insatisfeito com o resultado. Por fim, deixei as texturas um pouco de lado e fui me dedicar ao desenho da capa.Os grafismos do caule, gostei de início. Mas em seguida pensei se não seria melhor utilizá-los apenas na parte interna do livro, já que na capa poderia ficar muito repetitivo.A alternativa que encontrei para manter a transição entre as três capas, além da gradação de cores, foi criar uma ilustração para demonstrar a unidade entre elas. Resolvi desenhar locais importantes das histórias, visto todos da mesma perspectiva: a Pedra do Reino isolada num monte, o casario de Macondo e o que poderia ser as redondezas da casa dos Compson.  capas1.jpgAlinhei as ilustrações, como se fossem uma só, para manter a proporção e a linha do horizonte. Criei grafismos parecidos para cada uma. Nos dois primeiros livros eles representam a magia que emana da Pedra do Reino e de Macondo, enquanto em O Som e a Fúria, representam a precipitação de lago, chuva ou neve.

post 25 - Narrativa pré-textual

 post25.jpgContinuando com a inspiração no cinema, queria introduzir aos poucos o leitor no clima do livro. Por isso nenhuma personagem aparece nas capas, apenas nas ilustrações capitulares. Ao abrir o livro, gostaria de provocar um efeito de fade in. Desse modo, inicio tudo com preto e mesmo as primeiras informações aparecem em negativo sobre uma página escura. Estou pensando em utilizar também o grafismo das plantas da capa aqui, mas um pouco mais escuro, para o leitor apenas perceber que alguma coisa começa a aparecer, sem entregar todo o jogo. Assim, quando surgir a ilustração, será como se tudo se iluminasse e o leitor estivesse entrando num mundo novo, onde os padrões de cor e estética são inesperados.Toda a parte pré-textual foi pensada dessa forma e essa é a razão do sumário do Romance d’A Pedra do Reino ter ido para o final do livro, não interferindo nessa “narrativa pré-textual” que elaborei. Respeitei as dedicatórias dos autores e o texto inicial do livro de Suassuna, centralizando tudo, coisa que nunca fiz durante o curso de design, pois sempre achei essa uma solução um pouco preguiçosa. Vocês entendem, não é? Mas, ironicamente, vou usá-la no meu projeto de graduação. Estou gostando bastante de empregar no meu trabalho formas que sempre evitei. É um projeto experimental ao contrário. Estou tentando fazer coisas sisudas parecerem modernas, mas ao mesmo tempo, evito deixar o projeto “cool” demais.

post 24 - Layout

Em relação ao layout de página, quis projetá-lo de um jeito que separasse bem a tipografia da ilustração. Lembram que eu falei que tenho a tendência de colocar ilustração/grafismo em tudo? Pois é, não desta vez. A página de texto terá apenas o próprio texto, o fólio e mais nada. Algumas pessoas podem achar essa opção mais fácil, mas a possibilidade de errar é bem maior, pois não há um “agradinho” bonito no canto da página para salvar o layout. Então vou ter que me esforçar no arranjo tipográfico.

De acordo com alguns autores, como Hendel (2003), a margem externa do livro deve ser maior que a interna e a superior menor que a inferior. Como referência, Pat fez o cáculo das margens segundo o diagrama de Villard, mas achei o resultado um pouco exagerado, pois a largura da coluna do texto é muito pequena para uma margem externa tão ampla. Acabei optando por margens laterais equivalentes, já que a encadernação vai dar conta de deixar a margem interna menor. As margens laterais são de 2.5cm, a superior de 2.5cm e a inferior, 3.25cm. Os fólios estão com 13pt oldstyle e ficam 1cm abaixo da caixa de texto, alinhado à direita nas páginas ímpares e à esquerda nas pares.

Depois de todas essas definições e de passar o texto no OCR, apliquei sobre ele a formatação estabelecida para realizar os ajustes. Dentre eles, a indentação do parágrafo, a qual tinha colocado 20pt - bem maior que o quadratim (também chamado de M square) . Essa medida, embora funcione bem com o texto compacto do Romance d’A Pedra do Reino e de Cem Anos de Solidão, fica perdida no texto fragmentado de O Som e a Fúria. Dessa forma, neste último livro o parágrafo será de 10pt apenas, bem mais discreto.

O texto de O Som e a Fúria, diga-se de passagem, é realmente muito difícil. Em O Design do Livro, inclusive, Hendel (2003) comenta sobre Faulkner, autor conhecido por escrever de maneira muito particular. Sua pontuação é bastante experimental e seu texto, como disse antes, fragmentado. Em vários momentos ele muda a época da narrativa, que aqui demonstrei graficamente alternando entre Spectrum regular e itálico.

Já no Romance d’A Pedra do Reino, apesar da massa de texto ser mais uniforme, existem algumas separações nos folhetos que procurei fazer bem parecido com a edição da José Olympio de 1971, só que usando a Zapf Dingbats. Pronto. Agora vou começar a elaborar as páginas capitulares, que é onde as ilustrações serão utilizadas.

post 23 - Tipografia

A escolha da fonte foi feita rapidamente, mas com muito cuidado, pois como já disse, estou um pouco assustado com o prazo de entrega do trabalho. Procurei no livro Elementos do Estilo Tipográfico, de Bringhurst (2005), informações sobre fontes serifadas normalmente utilizadas em livros e selecionei algumas pelo desenho e pelo histórico. Cheguei na seguinte lista:

Albertina, Bell, Carmina, Deepdene, Kennerley, Kis, Poetica, Rialto, Spectrum, Trinité, Trump mediäval.

Tentei obtê-las, com alguns amigos, e consegui a Bell, a Deepdene, a Kennerley, a Kis, a Poetica, a Spectrum e a Trump. Em seguida, fui realizando testes rápidos e eliminando as que não tinham como ser utilizadas. Uma delas era a Deepdene, minha favorita, mas como foi feita para a língua inglesa não tem acentuação. Assim, acabei chegando à Spectrum MT. Ela parecia ser a mais econômica e delicada de todas. Alguns fatores me levaram a selecioná-la: a possibilidade de utilizar versalete e caracteres numéricos oldstyle. Não utilizarei negrito. Neste trabalho, acho melhor o itálico, que está presente nessa família tipográfica.

Em relação à mancha de texto, Hendel (2003), diz que 65 caracteres é a média por linha recomendada para livros. Baseado nisso, criei uma caixa de texto com largura de 10cm, com a Spectrum Regular no corpo 10.6. O desenho do tipo tem uma altura-x bem pequena, então foi necessário aumentar o corpo ou o texto ficaria um pouco cansativo. Fiz um teste com o corpo 11.5, que gostei muito, e acredito que esse será o tamanho utilizado.

post 22 - Papel

Desde o início, decidi que iria seguir a linha que, para mim, mais respeitaria a idéia das obras. Não me propus a fazer uma versão pós-moderna ou um projeto cheio de aplicações especiais, dobraduras, etc. Se tivesse uma relação forte com o conceito, tudo bem, mas não acho que seja esse o caso. Pensei em usar um papel um pouco amarelado, pois acho mais agradável à leitura. O papel branco reflete muito a luz. Assim, escolhi para o miolo o papel Pólen da Suzanno, de gramatura 80g.Estou pensando em aplicar cor na borda das páginas, o que dá um resultado bonito. Segundo Haslam (2006), esse efeito pode ser executado industrialmente por colagem de alúme e aplicação de anilina.

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