post 7 - Processo I
Quando você faz um projeto gráfico de algo que gosta muito, várias idéias vão surgindo, antes mesmo do objeto de estudo ser visto com clareza. Durante um bom tempo, enquanto estava lendo os livros, este projeto ficou um pouco na área das possibilidades. A maioria das idéias se resumia a grafismos e cores que podiam ou não ter relação com o projeto. Acho que quando você é um profissional com pouco tempo de experiência pode ficar empolgado com algumas tendências do design gráfico. E nessas condições é muito fácil ceder às mais diversas influências, realizando um projeto lindo, cheio de estilo, mas com grafismos inexplicáveis e conceito frágil. Lógico que quero fazer os livros com cara de novos, como se tivessem sido lançados agora. Mas também não quero um projeto vazio, com idéias e grafismos que não são meus. Em um dos meus estágios, ficávamos uma, até duas horas sem tocar no computador, só pensando e rabiscando o projeto no papel, tentando achar o conceito. Em outro, fazíamos associações de palavras para encontrá-lo. Estou tentando os dois caminhos. O tempo está curto. Acho que quatro meses é muito pouco para quem quer fazer um trabalho mais ambicioso.
Para realizar este projeto, precisei de um tempão pensando. É uma coisa que vai ter o meu nome e me acompanhar pelo resto da vida! Se você faz um trabalho ruim, num escritório ou como free-lancer, pode até não assinar o trabalho. Mas vai dizer isso pra sua banca! Não dá, né?

